Brasil cria 184 mil empregos formais em março

Por Alexandro Martello, G1 — Brasília


A economia brasileira gerou 184.140 empregos com carteira assinada em março, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Ministério da Economia.

Essa é a diferença entre as contratações, que somaram 1.608.007 no mês passado, e as demissões, que totalizaram 1.423.867.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram fechadas 276.350 vagas formais, no início do impacto da pandemia do novo coronavírus na economia, houve uma melhora.

Emprego no Brasil (Novo Caged)
Em vagas de trabalho – dados revisados até março de 2021
-276.350-276.350-960.428-960.428-371.919-371.919-29.118-29.118137.734137.734318.268318.268398.147398.147-106.183-106.183257.768257.768395.166395.166184.140184.140MARÇO/2020ABRIL/2020MAIO/2020JUNHO/2020JULHO/2020AGOSTO/2020SETEMBRO/2020OUTUBRO/2020NOVEMBRO/2020DEZEMBRO/2020JANEIRO/2021FEVEREIRO/2021MARÇO/2021-1.000k-500k0500k-1.500k
Fonte: Ministério da Economia

Após ouvir economistas, o G1 não fez comparação histórica com anos anteriores a 2020. Isso porque, segundo os especialistas, as mudanças na metodologia de cálculo, implementadas desde o início do ano passado, impedem essa comparação.

O resultado do emprego formal em março ocorre em meio à pandemia de Covid-19 e ao aumento no número de contaminados e de mortes provocadas pela doença, que gerar reflexos negativos na economia.

De acordo com o Ministério da Economia, o comportamento do emprego formal, neste ano, ainda sofre influência do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda de 2020. Isso porque os empregadores, para obterem os benefícios do programa, têm de manter o emprego do trabalhador por igual período de tempo da suspensão do contrato, ou redução da jornada.

Nesta quarta-feira, o governo federal relançou o programa, nos mesmos moldes da Medida Provisória 936, convertida na Lei 14.020/2020, que vigorou por 8 meses no ano passado e atingiu quase 10 milhões de trabalhadores. A previsão para 2021, porém, é de que 4 milhões de pessoas sejam beneficiadas, ao custo de R$ 10 bilhões, contra R$ 33,5 bilhões no ano passado.

Primeiro trimestre

 

Nos três primeiros meses deste ano, ainda de acordo com o Ministério da Economia, foram geradas 837.074 vagas com carteira assinada. Em igual período do ano passado, foram abertos 108.825 empregos com carteira assinada.

Com o resultado de março, o Brasil tinha saldo de 40.200.042 empregos com carteira assinada ao final do mês passado. Isso representa um aumento na comparação com janeiro deste ano (39.620.736 empregos) e, também, com março de 2020 – quando o saldo estava em 39.342.275 milhões.

Setores da Economia

 

Saldo de empregos por setor da economia
Dados de março de 2021
95.55395.55342.15042.15025.02025.02017.98617.9863.5353.535ServiçosIndústriaConstruçãoComércioAgropecuária0100k25k50k75k125k
Fonte: Caged

Regiões do país

 

Emprego em março, por região
Número de vagas103.935103.9354.7904.79049.99849.99816.55916.5598.9448.944SudesteNordesteSulCentro-OesteNorte010k20k30k40k50k60k70k80k90k100k11…
Fonte: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia

Sem trabalhadores informais

 

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgados nesta terça-feira, consideram apenas os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não inclui os informais.

Com isso, não são comparáveis com os números do desemprego, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad).

Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar, e abrangem também o setor informal da economia.

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