Aumento na procura de leitos de UTI pediátrica para tratar Covid-19 preocupa autoridades da Saúde na BA: ‘Todo canto pedindo vaga’

Por G1 BA


Aumento de casos graves de Covid-19 em crianças preocupa autoridades na Bahia

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Aumento de casos graves de Covid-19 em crianças preocupa autoridades na Bahia

O aumento na procura de leitos de Unidade de terapia intensiva (UTI) pediátrica para tratar Covid-19 tem preocupado as autoridades da Saúde na Bahia. De acordo com a diretora técnica do Hospital Manoel Novaes, no sul da Bahia, Fabiane Chaves, o pedido por internações em UTIs é solicitado em todas as regiões do estado.

“Para cada vaga de UTI que a gente tem, a gente nega cinco transferências por falta de vaga, todos os dias. E a transferência desse sul, extremo sul, sudoeste, então de todo canto pedindo vaga na UTI”, diz.

 

Em março deste ano, a taxa de ocupação de leitos de UTI pediátrica na Bahia chegou a 61% e o maior índice foi registrado em setembro de 2020, quando 84% desses leitos estiveram ocupados.

Nesta quinta-feira (18), a taxa de ocupação de leitos de UTI pediátrica na Bahia é de 58% e de leitos clínicos estão com 69% de ocupação, conforme aponta o último boletim da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab).

Aumento na procura de leitos de UTI pediátrico para tratar Covid-19 preocupa autoridades da Saúde na Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia

Aumento na procura de leitos de UTI pediátrico para tratar Covid-19 preocupa autoridades da Saúde na Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia

Risvaldo Brandão, diretor médico do Hospital Martagão Gesteira, unidade referência no atendimento pediátrico, também falou sobre o aumento na procura de UTIs.

“A gente já tem um ano de mobilização para a pandemia, com leitos exclusivos, e em relação ao ano passado, no último mês, a gente teve realmente uma taxa de ocupação maior, a gente está ficando sempre acima desses 80%, às vezes 90%, às vezes 100% ocupados”.

 

Em outubro de 2020, Salvador chegou a ficar com 100% de leitos clínicos pediátricos para a Covid-19 ocupados.

O índice de letalidade entre criança e adolescentes, no entanto, é considerado baixo. De março de 2020 a março de 2021, foram registradas 26 mortes de menores de um ano, nove mortes de um a quatro anos e 48 mortes de 10 a 19 anos.

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